
De volta aos quartéis, em 1985, os militares golpistas de 1964, com o apoio das gerações seguintes da caserna, decidiram silenciar sobre os crimes perpetrados durante a ditadura militar. Tratava-se de um plano de esquecimento calcado na Lei da Anistia, de 1979, mas surpreendentemente desconstruído logo nos primeiros meses da redemocratização. Sem estardalhaço, no dia 15 de julho de 1985, o livro “Brasil: Nunca Mais” apareceu nas principais livrarias do país e provocou um terremoto nas pretensões de amnésia coletiva alimentadas pela turma fardada que havia mandado e desmandado, por 21 anos, na República. O BNM era uma obra de 312 páginas, resultado de seis anos de trabalho clandestino de voluntários sob o manto protetor do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, ex-arcebispo de São Paulo, e do falecido reverendo Jaime Wright, pastor presbiteriano defensor da causa dos direitos humanos no Brasil. O livro era um resumo sucinto, mas devastador, da rotina de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de presos políticos durante a ditadura.
Mestre em fazer autopsias em defuntos quentes da crônica política nacional, o jornalista Lucas Figueiredo faz do processo de construção do “Brasil: Nunca Mais” o ponto de partida para, então, desnudar outro livro, fruto de uma reação das sombras, o Projeto Orvil, idealizado nos quartéis para ser o contraponto dos saudosistas da ditadura aos fatos e nomes relacionados pelo BNM. Essa duelo entre opostos que se atraem, como observa Figueiredo, paira sobre a narrativa do livro “Olho por olho”, editado pela Record. A sequência de informações baseia-se numa impressionante incursão pela doutrina militar brasileira forjada pelo anticomunismo e pelas paranóias ideológicas estimuladas e difundida pelas forças armadas durante a Guerra Fria. O “Orvil” (isso mesmo, livro ao contrário), longe (na verdade, incapaz) de ser uma obra literária, é uma compilação das muitas apostilas sobre guerra revolucionária, até pouco tempo em voga nas escolas e academias militares do país.
Lucas Figueiredo é especialista em investigação jornalística e autor de livros-reportagens fundamentais para se entender a história política nacional, em tempos distintos. Foi durante a apuração de um deles, “Ministério do Silêncio” (Record, 2005), sobre a formação dos serviços secretos brasileiros, que Figueiredo se bateu com a informação sobre a existência do “Orvil”, projeto ordenado pelo ex-ministro do Exército Leônidas Pires, durante o governo José Sarney, para reduzir o dano provocado pelas revelações do “Brasil: Nunca Mais”.
Ao conseguir botar as mãos, em 2007, em um dos 15 exemplares do “Orvil” ainda existentes, Lucas tornou pública a primariedade das orientações políticas que transformaram o Exército brasileiro, por duas décadas, numa máquina de perseguir opositores e, eventualmente, triturar seres humanos. Ao longo de quase mil páginas – mal escritas, militarmente hierarquizadas -, os autores se deram ao trabalho de rebater as acusações com trechos de doutrina de segurança nacional e versões fajutas sobre mortes de prisioneiros em combates inexistentes. Dá mil voltas, sem nunca sequer chegar perto do único assunto sobre o qual valeria a pena ler um livro dessa natureza: a verdade sobre a tortura e os torturadores.
José Sarney vetou a publicação do livro, em 1988, depois de avisar ao general Leônidas Pires que não iria iniciar uma crise à toa. O militar acatou a idéia e a tomou como ordem. Agiram bem, os dois. Mas o destino do “Orvil” foi o de virar uma espécie de bíblia secreta dos adoradores dos porões. Parte do texto, 40 páginas, começou a vazar, em 2000, justamente, por sites de conteúdo de extrema-direita mantidos e apoiado por ex-militares oriundos dos órgãos de repressão da ditadura. Foi a partir de muitas informações retiradas do “Orvil” que o mais conhecido torturador do regime, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI de São Paulo, produziu duas pérolas do anti-revanchismo deflagrado pelas Forças Armadas, nos últimos vinte anos: “Rompendo o silêncio”, de 1987; e “A verdade desnudada”, de 2006.
Lucas Figueiredo colocou as mãos em um exemplar encapado do “Orvil” e o dissecou com afinco. Teve o cuidado de cruzar informações em bases de dados distintas. É a visão do repórter que norteia o encadeamento dos capítulos de “Olho por olho”, o título a sugerir a óbvia vingança. A estrutura de jornalismo literário torna simples e didática, quando não divertida, a compreensão dessa passagem assustadoramente recente da história nacional. Mostra, por exemplo, que no afã de recontar a história da ditadura, os militares do Projeto Orvil acabaram por revelar o destino de presos políticos desaparecidos. A principal revelação de Figueiredo, no entanto, não é exatamente o conteúdo do “Orvil”, embora isso já valha a leitura, mas a bizarra salada ideológica do livro secreto da ditadura, para não falar da infinita capacidade de seus guardiões de reinventarem a verdade.
06/07/2009 at 12:48
Lerei com prazer (?) já que esse assunto me interessa e é bom de confrontar com as “ditaduras” do Elio Gaspari.
Gostei muito do “Morcegos Negros” e do “Operador” do Lucas Figueiredo. Ainda não li o “Ministério do Silêncio”,mas tá na lista.
06/07/2009 at 18:50
Leandro Fortes,
Nesse momento bizarro, onde nos vemos novamente às voltas com o golpismo tosco latino-americano, é interessante ler uma obra dessas e tentar extrair algumas pistas sobre o nosso futuro próximo.
07/07/2009 at 08:14
Acabei de ler o livro recentemente, muito bom. É pau puro nessa milicada golpista. Pede para o Lucas escrever um livro sobre o Gilmar “Dantas” que ele vai detonar geral.
abraços
07/07/2009 at 09:14
Estes nobres senadores petistas parecem ser lelés da cuca quando vão à TV defender o afastamento de Sarney, o que implica em passar a faca e o queijo para os tucanos-DEMentes, não interessa se por alguns meses ou de forma definitiva. Alguém tem alguma dúvida de que o senador golpista Marconi Perillo devolverá a presidência para Sarney caso estes se licencie do cargo?
Espero que os senadores petistas liguem o desconfiômetro.
O jogo é político e nada mais, e em política ou se manda ou se é mandado.
Pelo jeito estes senadores do PT estão querendo ser mandados pelos tucanos-DEMentes
Quem não tem coragem de exercer o poder que lhe foi conferido nem merece estar no Senado. Quanto mais poder se dá aos direitoides mais eles querem. Quando dão na telha atiram contra o povo, como fizeram estes covardes que tomaram de assalto o poder em Honduras.
07/07/2009 at 13:48
LEANDRO FORTES, por favor, me responda: o que você quis dizer com “sobre o nosso futuro próximo”?
Você acha possível um novo Golpe aqui no Brasil? Esse Golpe que aconteceu em Honduras pode ser copiado em outros países?
Percebi que a Globo foi tímida, senão covarde, ao noticiar o fato; isso sugere algo?
Caro LEANDRO, sou leitora assídua do seu blog, mas você nunca responde as minhas perguntas
07/07/2009 at 14:04
Márcia, querida, quem escreveu o lance do “futuro próximo” foi o leitor Hugo Albuquerque, não eu. É que ele colocou o meu nome em negrito, daí a confusão de vc achar que o texto é de minha autoria.
Forte abraço.
07/07/2009 at 14:39
A covardia é repudiada por todos,e a tortura a pior forma dela não honra ninguém e nenhumexército.Posso imaginar o desespero insano de um ex-torturador.Seus próprios fantasmas o assustam mais,porque suas próprias vítimas,se vivas,como a ministra Dilma,e tantos mais brasileiros,vão bem obrigada,tocando a vida.
A culpa pela persequição e extermínio de judeus
na Alemanha nazista culminou na criação de Israel,consolidando a guerra fria e o início da
mortal afronta ao povo palestino.
Aqui no Brasil ações judicais são estabelecidas para compensar vítimas da tortura e mortes irreparáveis.Talvez isso incomode mais ainda os que praticaram,ordenaram,estiveram associados ou foram coniventes com ela.Eles pouco ganharam, e muito perderam,em amor-próprio.Tentam aninhar-se em partidos,pequenos ou maiores,que se servem deles sem alarde.A superação,o arrempedimento seria tão mais fácil.O esquecimento,como pediu o Figueiredo é bem sensato.Nenhum torturado,mulher ou homem,deseja vingança,quer sangue ou dar o troco.Ter a mesma vizinhança também ninguem quer,mas o Brasil é grande,fácil de se perder.E os mortos,um dia chegará nossa vez,e arrependidos ou
ateus,diante de Deus,serão todos perdoados.
E o exécito brasileiro continuará honrando além de Caxias o bravo gal.Osório,primeiro popstar nacional,que se recusou a continuar a guerra com
os soldados brasileiros famintos contra um Paraguai já dizimado.Voltou para o Rio,e depois para o Rio Grande onde morreu,simples e longe da riqueza,como nasceu.A casa onde Osório morou na Corte,atual rua do Riachuelo,em homenagem ao
ao modesto e valoroso general,abriga uma casa ou instituto de Filosofia.O tempo realça as verdadeiras cores,e as nuances ficam esquecidas diria alguém.Ou o contrário,diria um outro.
07/07/2009 at 14:46
Desculpem, eu tenho o hábito de escrever os nomes das pessoas para as quais eu estou me dirigindo em negrito para evitar confusões – e pelo jeito criei uma. Sim, Márcia, ao meu pensar um golpe como esse em Honduras pode acontecer, enfim é apenas uma probabilidade, mas não deixa de estar no horizonte de eventos possíveis em se pesando a conjuntura.
08/07/2009 at 17:15
Leandro,
Acho que uma obra dessas, principalmente nesses tempos de agora onde a esquerda não deixa de ser demonizada e a direita se infiltra nos campos ideológicos da imprensa, esse livro de Lucas Figueiredo serve para deixarmos lúcidos de que um dia a ditadura existiu no Brasil e não foi nem um pouco ‘ditabranda’.
Principalmente agora que Honduras, que sofreu um golpe militar parecidíssimo com o nosso obscuro 1964, parece estar envolto sob esse espectro da ditadura.
Como eu queria ter um amigo hondurenho para comprar e emprestar esse livro…
09/07/2009 at 09:37
Nessa forma de poder abominável e inadmissível que é a ditadura há que se fazer um paralelo entre o modelo de despotismo do passado e o atual.
Contemporâneos ou sobreviventes de um regime ditatorial do passado tendem a difundir às novas gerações as características desse regime e seus componentes sempre traumáticos, tal como foram vivenciados. Nada mais coerente, não fosse o fato desse procedimento nos remeter hoje à conclusões superficiais e menos abrangentes dessa forma de poder.
Ditaduras também evoluem, se transformam e seguem imperceptíveis, fragmentadas e fugidias do modelo convencional – centralizador e compactado. Com novas cosméticas e principalmente o domínio dos meios de comunicação – bons ou ruins, mas hoje ”democratizados”, ou seja, acessível a todos – seus efeitos são ainda mais devastadores do que no modelo tradicional.
Nossos “democráticos” legisladores e executores pós-regime militar, com seus patrocinadores agora explícitos, não mais sucumbem diante da total impossibilidade de eliminação da “subversão” atual e seu crescente contingente sempre à margem das chafurdas historicamente ligadas ao Poder.
Reside aí o segredo da “moderna política” – a “dita” disfarçada – e seus artífices nos poderes oficiais e paralelos, no Brasil “eleitos” eletronicamente em mídias e urnas – nessas últimas, num ineditismo mundial (e sabidamente questionável) de manutenção dessa forma de sufrágio.
Em nosso moderno “emfa” – estado (dito) menor de forças amadas (pela população em sua maioria) – nossos comandantes sem fardas das linhas de frente, oficiais ou dos bastidores, seguem imbatíveis e múltiplos nos 3 e demais poderes “democráticos” (Comunicações, Financeiro e afins), desde o fim da “redentora”, passando ao largo de qualquer bombardeio setorial inútil e infantil por parte dos “subalternos” (cidadãos e eleitores).
Presidentes – máximos representantes das forças “amadas” – deixaram de ser o alvo principal de todos os ataques. Seus regimes e novas metodologias políticas surtem efeito com a transferência, por exemplo, de toda a discussão social para o círculo dos “subalternos”, em embates políticos simplistas reduzidos a meras questões de partidos, suas doutrinas (ainda existem?), seus representantes e as respectivas “brigas” (?) entre si, num constante espetáculo pré-eleições protagonizados pelos “da esquerda” ou “da direita” e “divergências” definitivamente eliminadas em acordos notórios pós-tomada do poder por uns ou por outros. O eterno “mais do mesmo”.
No mesmo viés metodológico, a tortura também foi aprimorada. Em outros tempos, tal método executado por outrem era físico, concentrado e sem rodeios. Hoje é psicológico e auto-praticado, rarefeito e de morte lenta para os subalternos indignados (ou “subversivos”), e auto-destrutivo e de morte rápida nas crescentes formas de violência e miséria das periferias.
Em nosso modelo atual de ditadura, a predominância é de miras de atiradeiras de cidadãos entre si ou para alguns “quartéis” em separado, ambas motivo de orgulho “democrático” para os nossos líderes, desde sempre velhacos e atualmente eletrônicos. Ferrenhos opositores da “dita” convencional de ontem e hoje confortavelmente adaptados às bene$$e$ do poder. Tudo com o aval dos agora “participantes políticos”.
Nesse contexto, palmas para o 1º Mundo e sua sábia reinvenção das comunicações, agora de fácil manipulação, acessível a todos e “democratizadas”. Ele sempre elogiará a “competência dos nossos caras”.
Parabéns, caro Leandro, por mais essa exposição do outro modelo ditatorial, igualmente nefasto a todos nós.
09/07/2009 at 14:58
Leandro, como é que você pode fazer um malefício desse?
O Sarney não tem vergonha, seus descendentes graudos herdaram mais que ignomínias, posses, roubos infindáveis, fugidios de toda justiça, já que não sabem o que é isso;
Mas como fazer para poupar seres inocentes, crianças que não sabem o que se passa?
Se me descobrisse com um avô dessa laia, dava um tiro no coco, no ato!
09/07/2009 at 20:02
Quando repudiamos a tortura e os torturadores,e condenamos que tais métodos sejam doutrinários,como vimos acontecer por ocasião da recente ocupação americana no Iraque,não podemos esquecer,como bem lembrou o Ricardo acima nessa democrática ambiência,a quem serve a tortura.Em nossos tempos modernos,lá e cá, ao capital,senhor da guerra de antemão já perdida.
Certamente não conseguirei me expressar tão clara e suscintamente como é de hábito acontecer aqui,mas me esforçarei.
O capitalismo ao edificar seus fundamentos socais nas relações de produção,i.é na exploração do trabalhador pelo proprietário dos meios de produção,aponta para sua própria erosão.Assim como não há outra alternativa para o patrão,amigo ou não,ou ele explora o trabalhador ou sua empresa desaparece,igualmente não há como deter o conhecimento propiciado pelo próprio desenvolvimento do capitalismo.E esse conhecimento não se resume apenas a consumo de bens materiais,mas da evolução do pensamento humano que vem se munindo da produção derivada do próprio capitalismo para promover sua destruição.
Recentemente vimos surgir no cenário político nacional a brava e respeitosa presença do delegado Protógenes de Queiroz.Há vinte anos,um amigo de meu irmão,advogado,sem outra opção, tornou-se delegado.Lamentamos esse destino.Mas o tempo passa e eis que enxergamos na figura heróica do policial Prótogenes a transformação intestina que se processa na polícia,porque não serão apenas ele o delegado Paulo Lacerda,os únicos servidores do Estado que trabalham pela Nação.
Foi essa enorme pequena diferença que quis e quero destacar,embora não desconhecendo minhas
insuficiências e bastante envergonhado delas.
Longa vida ao numeroso contingente dos que defendem as idéia justas,que elas nascem do coletivo, do questionamento do passado,da História.
10/07/2009 at 02:12
Não li o livro a que o jornalista Leandro Fortes, com seu texto sempre de ótima qualidade, faz referência, mas já me interessei. O assunto, aliás, interessa a todos, pois envolve um pedaço da nossa história que deixou sequelas. A ditadura civil-militar – acho equivocado chamar a ditadura só de militares, pois estes fizeram o trabalho sujo, que beneficiou os Marinhos e demais grandes empresários, banqueiros e latifundiários – interrompeu um processo de mudanças no Brasil do início da década de 60. E nos 21 anos seguintes ao golpe de 1964 produziu gerações imbecilizadas, de certa forma, com medo da própria sombra, associadas ao egoísmo, ao consumismo e a um país manipulado. Os privilégios dos poderes constituídos – com um STF dominado por pessoas distantes da vida cotidiana, um congresso que não sofre qualquer controle direto da população, uma mídia golpista que dita um pauta teleguiada pelos lucrativos interesses dos abutres do mercado, etc – enfim, tudo isso é, de certa forma, consequência daquele processo de mediocrização coletiva que se impôs – ou se aceitou, por pusilanimidade – durante os anos da ditadura civil-militar. Por isso, todo esforço voltado para a recuperação de fragmentos da nossa memória é bem vindo.
14/07/2009 at 18:27
Será que agora que o Brasil depois de tantas décadas de atraso(em todos os sentidos)tem a oportunidade de deslanchar para uma via de crescimento e desenvolvimento, vamos ter o azar de “os mesmos abortarem o nosso” destino de sermos uma grande nação desenvolvida e mais justa?
Fiquemos atentos…..e nos vamos nos iludir, o Obama é mais do mesmo, ele já provou isso…
Sendo assim……….
15/07/2009 at 08:10
A PETROBRAS, NA ERA LULA, O CARA, SÓ NOS ORGULHA, JÁ O SENADO, SÓ NOS ENVERGONHA!
POR OUTRO LADO, GOSTARIA DE SABER O MOTIVO DE UMA MEGAPLATAFORMA P-52 AFUNDAR DAQUELE JEITO. E SABER O MOTIVO DE O PIG NÃO TER DEFENDIDO UMA CPI DA PETROBRAS NO GOVERNO FHC.
15/07/2009 at 08:13
ERREI DE POST.
16/07/2009 at 16:39
PIZZA GIGANTE À VISTA:
PIZZA à vista: ato de Sarney obrigaria cada senador devolver até R$ 1 milhão
De novo, foi o jornal do PIG “O Globo” quem deixou escapar, bem discreto, em notícia pequena na versão on-line:
Quando o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) decidiu anular os 663 atos secretos, e determinar que sejam devolvidos aos cofres públicos o dinheiro consequente do mal uso destes atos, atingiu em cheio as verbas indenizatórias de todos Senadores.
O ato que criou essa verba de R$ 12 mil, em 2003, foi secreto.
E o ato que aumentou a verba pra R$ 15 mil, de 2007 em diante, também foi secreto.
Se a decisão de Sarney for seguida à risca, cada senador que usou estas verbas terá que devolver aos cofres públicos o valor recebido desde 2003.
O valor pode chegar a R$ 1 milhão para quem usou ao máximo a verba. Os senadores mais modestos, e que usaram menos que R$ 12 mil ou R$ 15 mil, devolveriam um valor menor.
As articulações são intensas para transformar essa decisão em PIZZA, e dar um “jeitinho” de validar estes dois atos, sem devolver nenhum centavo das verbas indenizatórias aos cofres públicos.
Em tempo: R$ 1 milhão, sem correção judicial dos valores. De 2003 a 2006 (48 meses X R$ 12 mil) e de 2007 até hoje (30 meses X R$ 15 mil), totalizando R$ 1.026.000,00
fonte: BlogAmigosdoPresidente
18/07/2009 at 11:49
Comentario de Caetano no blg Esquerdopata:
“Você não sabe da maior: A Folha quer mudar o nome do país. Agora, Honduras vai se chamar Hombrandas. Pra ficar mais no gosto da FSP”.
Muito gozado!! Pena que o assunto é tragico.
20/07/2009 at 15:25
Os políticos assinantes e defensores da CPI da PEtroBRAS sé têm compromisso com o próprio umbigo.
Tomara mesmo que esta CPI se transformae em um bumerangue e aniquile todos eles, um a um, esses vampiros destemperados e irresponsáveis.
21/07/2009 at 18:49
ATENÇÃO
BLOG DA PETROBRAS:
1 MILHÃO DE ACESSOS EM 47 DIAS
O blog da Petrobras ultrapassa 1 milhão de acessos 47 dias depois de divulgado ao público. São 186 posts com 8550 comentários e mais de 6600 seguidores no Twitter.
Tão importante quanto os acessos e a repercussão dos posts e comentários é o compromisso da Petrobras com a transparência e sua persistência pela informação.
24/07/2009 at 21:22
mtu interessante a análise do jornalista!